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Política e Contributo do CNE para a Protecção Civil:           

 

1.   – Finalidades e objectivos da política do CNE para a protecção civil

2.   – Política/ articulação nos grupos de intervenção contemplados no Plano Nacional de Emergência

3.   – Missão de CNE

 

1– Finalidades e objectivos da política do CNE para a protecção civil

1.Finalidades

                   Assumir as acções de Protecção Civil, dentro do âmbito das competências atribuídas ao CNE.

2. Objectivos

             São objectivos da protecção civil:

     - Prevenir a ocorrência de riscos colectivos resultantes de acidente grave, de catástrofe ou de calamidade

     - Atenuar os riscos colectivos e limitar os seus efeitos no caso das ocorrências descritas

     - Socorrer e assistir as pessoas em perigo

                    São objectivos da política do CNE:

        - Dotar o CNE de capacidade organizativa e de resposta de emergência nas diversas situações de Protecção Civil aos vários níveis (Agrupamento e Núcleo)

        - Promover as acções e condições à execução da política de Protecção Civil, de forma descentralizada sem prejuízo do apoio mútuo entre organismos e entidades.

 

2- POLITICA/ARTICULAÇÃO NOS GRUPOS DE INTERVENÇÃO, CONTEMPLADOS NO PLANO NACIONAL DE EMERGÊNCIA

  A actividade de Protecção Civil é uma actividade desenvolvida por todos, cidadãos, entidades oficiais, particulares e o próprio Estado, com a finalidade de prevenir riscos, atenuar os seus efeitos e socorrer as pessoas em situações de ACIDENTE GRAVE, CATÁSTROFE OU CALAMIDADE. Todos, populações, entidades organizações, devem tomar a iniciativa de desencadear as medidas apropriadas.

Nesta situação o CORPO NACIONAL DE ESCUTAS como entidade constituinte da FEDERAÇÃO ESCUTISTA DE PORTUGAL e como Associação de Utilidade Pública e de Defesa do Ambiente, legalmente reconhecida, está integrado no Plano Nacional de Emergência para a prestação de apoio com meios humanos e materiais de acordo com os seus Estatutos.

Assim tendo por base o Plano Nacional de Emergência e as capacidades do CNE, quer em meios humanos, técnicos e materiais e ainda a experiência já desenvolvida em alguns níveis do CNE, com os Serviços Municipais de Protecção Civil foi possível definir as áreas e as formas onde o CNE pode intervir, quer de forma directa, quer em reforço a outras entidades, em alguns dos Grupos e Gabinetes do Centro Nacional de Operações de Emergência da Protecção Civil (CNOEPC), contemplados no Plano Nacional de Emergência. Assim o CNE exerce a actividade de Protecção Civil nos seguintes domínios gerais:

  - Informação e formação dos associados, visando a sua sensibilização em matéria de auto protecção e de apoio às acções de Protecção Civil;

  - Planeamento das acções de apoio a serem desenvolvidas em colaboração com as entidades dos diversos níveis;

  - Inventariação dos recursos humanos e materiais disponíveis e dos mais facilmente mobilizáveis ao nível local (Agrupamento/Núcleo) regional e nacional;

  - Planeamento e participação em exercícios e treinos a realizarem;

  - Elaboração de planos “tipo” a serem utilizados pelos diversos níveis do CNE.

E ainda nos seguintes domínios específicos:

·     GRUPO DE SAÚDE E EVACUAÇÃO SECUNDÁRIA

- Reforça as equipas móveis de saúde para apoio avançado às acções de socorro;

- Apoia nos postos de triagem e de socorro e hospitais de campanha;

- Elabora lista de socorristas do CNE (agrupamentos/núcleo);

Equipas do grupo onde podem actuar de reforço:

-Equipas de triagem de sinistrados

- Equipas de postos de socorro e hospitais de campanha

·     GRUPO DE ABRIGOS E BEM ESTAR

Em acção de apoio geral:

- Apoia no alojamento temporário e distribuição de alimentos

Em acção prioritária de responsabilidade directa e primária:

-Faz a gestão de campos de desalojados

Equipas do grupo onde podem actuar de reforço:

- Equipas de alojamento temporário

- Equipas de distribuição de alimentos

·     GRUPO DE GESTÃO DE VOLUNTÁRIOS E BENÉVOLOS

O principal Grupo onde o CNE/Federação Escutista de Portugal está integrado de acordo com o Plano Nacional de Emergência, tendo neste grupo responsabilidade directa, nomeadamente:

- Elabora o manual de mobilização, recepção, condução e integração dos escuteiros (pioneiros, caminheiros e dirigentes) nas acções de emergência;

- Mantêm actualizada lista de escuteiros habilitados nas áreas de Telecomunicações e lista de técnicos de comunicações rádio (RA e CB);

- Mantêm actualizada lista dos restantes escuteiros a mobilizar com indicação das aptidões profissionais ou outras de interesse;

- Reforça os gabinetes e grupos de acordo com a especificidade técnica dos voluntários disponíveis

·     GRUPO DE COMUNICAÇÕES

- Promove a inventariação dos meios de comunicação existente no CNE ou dos escuteiros em particular;

- Elabora plano de comunicações de rádio do CNE a nível de agrupamentos;

- Apoia os intervenientes de outros grupos na área das telecomunicações.

 Equipas do grupo onde podem actuar de reforço:

  - Equipas de comunicações 

·     GRUPO DE MANUTENÇÃO DA LEI E DA ORDEM E DA MOVIMENTAÇÃO DAS POPULAÇÕES

- Colabora no controle de acessos às áreas afectadas;

- Reforça o serviço de estafetas para utilização como um meio do sistema de comunicações de Emergência;

- Colabora nas acções de Aviso e Alerta das populações;

- Colabora no controle de tráfego e abertura de corredores de emergência;

- Apoia nas operações de movimentação de populações;

Equipas do grupo onde podem actuar de reforço:

- Equipas de isolamento da Áreas;

- Equipas de movimentação de populações

Em resumo estas são as grandes linhas de orientação do CNE para as acções de emergência e protecção civil a nível Nacional. Naturalmente a nossa realidade local (Núcleo/Agrupamentos) obriga a um plano próprio de forma a dar respostas às solicitações. Para isso, torna-se necessário desenvolver com o Departamento de Protecção Civil e os Agrupamentos, acções para dar resposta às fases de PREVENÇÃO, PLANEAMENTO e de EMERGÊNCIA, de acordo com a missão do CNE.        

 

3-MISSÃO DE CNE

1-   NA FASE DE PREVENÇÃO

Desenvolve acções de formação nomeadamente:

  - Formação de jovens/sistema de progresso

            Aplicação das provas das insígnias de capacidade e especialidade de Protecção Civil na área pedagógica

  - Formação de adultos/dirigentes e caminheiros

            Cursos Monográficos na área da Protecção Civil

2-   NA FASE DE PLANEAMENTO

- Elabora e mantêm actualizado o Plano de Protecção Civil;

- Mantêm actualizadas listagens de meios humanos e materiais disponíveis para emergência;

- Colabora com os SNBPC/SMBPC e autoridade Marítima na área da prevenção;

- Colabora com os SNBPC/SMBPC e autoridade Marítima nos exercícios e treinos a realizar;

- Exerce acções de formação interna de Protecção Civil para os efectivos a mobilizar e de auto protecção para os restantes.

3-   NA FASE DE EMERGÊNCIA

- Acciona o Plano para a Protecção Civil

- Colabora com o CNOEBPC e os restantes Centros de Operações nas seguintes áreas;

            - Gestão de Voluntários e Benévolos

            - Alojamento temporário e distribuição de alimentos

            - Gestão de campos de desalojados

            - Nas comunicações rádio

            - Isolamento de áreas

            - Movimentação de populações

            - Triagem de sinistrados

            - Postos de socorros e hospitais de campanha

            - Acções específicas:

                     - Vigilância Florestal

                     - Acções de sensibilização das populações

                     - Acções de busca de desaparecidos

                     - Acções de apoio a salvamentos

                     - etc.

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