Por vezes os utilizadores de um veículo 4X4 têm uma imagem deste tipo de veículos como indestrutíveis, facto que pode traduzir-se no dia a dia em situações menos agradáveis. É pois, necessário adquirir um conhecimento global do tipo de veículo que se conduz. Assim, a aprendizagem da utilização da viatura e o conhecimento dos seus limites são imprescindíveis. Para isso, convém verificar sempre as especificações do fabricante.
É de capital importância possuirmos noções do comportamento da viatura em cada tipo de piso.
Saber Orientação e topografia são também factores a ter em conta quando se procede a saídas de estrada, bem como saber utilizar os diversos tipos de recursos de orientação e equipamentos de navegação disponíveis.
Procedimentos & Cuidados quando se conduz:
- em TERRA E PEDRAS
| Proteja o cárter e a parte inferior da viatura | Nos caminhos com regos profundos, coloque uma roda de cada lado e evite seguir pelos sulcos. Na impossibilidade de o poder fazer mais vale levar uma roda dentro e outra fora. Se não tiver este cuidado pode ficar com a viatura assente de barriga. | |
Para transpor valas coloque o carro "de través" - obliquo à vala - de modo a passar uma roda de cada vez, evitando as batidas de frente e ficando sempre com três rodas a puxar (cuidado com o cruzamento de eixos que acontecem quando 2 rodas ficam no ar!). |
Nas
inclinações laterais, estude a
passagem e o tipo de piso (se existe algo que possa aumentar a
inclinação da viatura ou se o terreno é mole e pode fazer a
viatura resvalar). Passe devagar evitando grandes mexidas no volante ou aceleradelas. | |
Nas decidas mais acentuadas estude o percurso. As regras principais são: Não travar e não tocar na embraiagem. Engrene o carro em 1ª ou 2ª "redutora" e deixe o carro ser travado pelo motor. Se o carro "fugir" acelere novamente até o colocar novamente na trajectória certa. |
Nas subidas acentuadas utilize
as redutoras. Estude a subida antes de a realizar para evitar parar a meio
devido a algum obstáculo imprevisto. Se sentir as rodas "a patinar",
alivie o acelerador, de modo a ganhar novamente tracção. | |
Se sentir a viatura a voltar-se, gire o volante "para baixo", contrariando o sentido do movimento. Nunca vire "para cima": isso só vai ajudar o carro a voltar-se. |
| Passagens por zonas
de água profundas durante uma incursão
de todo-o-terreno, é normal que se nos depare pela frente um riacho
ou um rio com águas mais ou menos profundas. De forma a evitar os danos
causados pelas paragens de motor com o tubo de escape dentro de água, leve
consigo um pequeno tubo flexível e resistente ao calor, para fazer uma
extensão do tubo de escape e colocá-lo antes de entrar na àgua. Se este
tubo estiver fora de água, quando o motor se for abaixo (não é tão pouco
frequente assim), não haverá o problema de entrar água para o motor. Se
ficar com o motor parado e com o tubo de escape dentro de água, tenha
muito cuidado, pois ao ligar o motor, vai causar graves danos na mecânica. Além deste tubo para o escape, é conveniente o jeep estar equipado com um snorkel (Fig.1), de forma a evitar que entre àgua pelo filtro de ar. |
Fig. 1 - Snorkel |
A entrada de água para os orgãos mecânicos do jeep, infelizmente não é tão rara assim. Todos nós nos esquecemos que muitos dos retentores que existem no nosso jeep, servem para vedar do interior para fora e não o inverso. Por exemplo, o retentor (ou vedante) da caixa de velocidades, serve para não deixar que o óleo escorra para fora da mesma, mas, já não consegue vedar da mesma forma a àgua que tende a entrar quando atravessamos zonas com àgua. Daqui resulta que o óleo que lubrifica a caixa de velocidades, com a entrada de àgua, perde o seu poder lubrificante que poderá danificar seriamente a caixa de velocidades. Desta forma, convém vazar regularmente uma pequena quantidade de óleo para dentro de um recipiente e verificar o seu estado. Se a sua côr for do tipo "café com leite" e se apresentar sem viscosidade, então o óleo encontra-se misturado com àgua e deveremos proceder à sua substituição o mais rapidamente possível. Após verificar o estado do óleo, não esquecer de repôr com óleo novo, a quantidade que foi retirada para análise. |